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ÁLBUM EM CONSTRUÇÃO FAMÍLIA GONÇALVES DINIZ
Maria Mendes Diniz e José Gonçalves Diniz
©Memórias da Vila/acervo família GDiniz
José Gonçalves conhecido por Zé Juiz migrou com a família de Bagres, localidade no município de Bocaina de Minas. Veio trabalhar como colono com gado leiteiro na fazenda de Marcos Thomaz no Vale da Grama.
O LEITE E A PRODUÇÃO DO QUEIJO MINAS
Uns anos depois de sua chegada por aqui, Zé Juiz foi arrendando as terras dos fazendeiros do entorno que foram morar na cidade. Juntou-se ao Zézinho Siqueira, que também era peão, hoje é um dos empresários do laticínio Pedra Selada.
A HISTÓRIA NAS LEMBRANÇAS DO FILHO DIMAS
Meu pai insistiu na produção de
queijo minas. Eu pequeno ajudava ele levando o
queijo, levava nas costas, entregava no Seu Américo, na venda na vila de Visconde de Mauá. E aí foi levando e o negócio foi crescendo, toda
semana 10, 20 queijo, em feriado dobrava. Essa foi a história. Tinha muitas vacas, uma hora tinha
30 ou 40, até cinquenta... Eram mestiças, não eram de raça, não tinha PO.
Plantava capineira, milho... nessa época tinha picadeira, picava pras vacas. Cortava e colocava no lombo do
burro até a picadeira e picava. E leite era tirado tudo na mão e
debaixo de chuva no meio do barro. Não tinha negócio de cobertura não. Trazia a
vaca com o bezerro e amarrava ela no curral. Amarra na mão da vaca o bezerro.
Amarrava o pé da vaca. Eu fiz muito isso. Ficava igual cigano, uma hora o pasto
tava ruim aqui, daqui um pouco tava acampado lá no alto do morro... outra hora
noutro lugar “a lombo de burro”. Tinha os burros cargueiros, cavalo. Quando não
fazia tudo em queijo e sobrava leite levava na cangalha os latões pra resfriadeira.
Eu levava, Não existia caminhão nessa época. Tinha 3, 4 burros e o Dimas que
levava na resfriadeira. Cada burro levava 100 litros, 2 latas, 50 litros de
cada lado. As vezes eu amarrava uma latinha pequena geminada na outra, fazia uma cordinha. Tinha os nomes
na latas com tinta ou gravava, com a letra pintada aparecia mais.
UMA PARADA PARA TROPAS
Na propriedade do Zé Juiz era o caminho das tropas, uma parada pra quem seguia a trilha para Rezende pela Serrinha.
Identificamos a casa em uma série de fotografias que retratam um grupo de montanhistas que passou pela propriedade do Zé Juiz.
LEMBRANÇAS NO ACERVO DE FAMÍLIA
Canastra de feitio artesanal. Foi o guarda roupas do Dimas por toda sua infância.

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