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"Trecho da fundação da Sede do Núcleo Colonial Visconde de Mauá". ©IN.Serviço de Povoamento
Na margem fluminense do rio Preto entre as edificações encontra-se a casa que na década de 1940 passa a ser a residência do Zelador e sua família. A ZELADORIA NO EX-NÚCLEO VISCONDE DE MAUÁ
sob a jurisdição do PNI - Parque Nacional do Itatiaia
FUNCIONÁRIOS DO PARQUE EM VISCONDE DE MAUÁ
- 1942?
JOSÉ ALVES ANTUNES Josias? Nunes? “Juquita” – Guarda Floresta, funcionário do PNI registrado desde 1923 (1)
JOSÉ ALVES ANTUNES Josias? Nunes? “Juquita” – Guarda Floresta, funcionário do PNI registrado desde 1923 (1)
1945 – 1974
JOAQUIM TEIXEIRA DA SILVA – Zelador Florestal. Sua função era fiscalizar os terrenos que pertenciam à União e estavam sob os cuidados do PNI. Joaquim Teixeira era funcionário do Parque Nacional do Itatiaia, ocupava o cargo de trabalhador comum. Trabalhou inclusive na construção da sede do parque. Era serrador.
Aceitou
o convite de Wanderbilt Duarte de Barros, chefe do Parque Nacional do Itatiaia
para o cargo de zelador pelo PNI em Visconde de Mauá. Mudou-se com a família
para a Vila de Visconde de Mauá no dia 10 de janeiro de 1945. Trabalhou até
setembro de 1974 quando faleceu. Faleceu a trabalho, estava a cavalo. Já tinha
requerido a aposentadoria, iria se aposentar em dezembro daquele ano.
JOAQUIM TEIXEIRA DA SILVA – Zelador Florestal. Sua função era fiscalizar os terrenos que pertenciam à União e estavam sob os cuidados do PNI. Joaquim Teixeira era funcionário do Parque Nacional do Itatiaia, ocupava o cargo de trabalhador comum. Trabalhou inclusive na construção da sede do parque. Era serrador.
1974 - 1978
LUIZ TEIXEIRA – Guarda Florestal. Filho de Joaquim Teixeira foi convidado para ocupar o cargo de zelador, mas preferiu ser um colaborador, sem ser remunerado, trabalhou interinamente comunicando apenas algum acontecimento importante à sede parque.
Em 1960 Luiz Teixeira trabalhou como guarda florestal no Parque Nacional em Itatiaia. Mas demitiu-se depois de um ano. (Seu pai estava trabalhando como zelador em Visconde de Mauá).
LUIZ TEIXEIRA – Guarda Florestal. Filho de Joaquim Teixeira foi convidado para ocupar o cargo de zelador, mas preferiu ser um colaborador, sem ser remunerado, trabalhou interinamente comunicando apenas algum acontecimento importante à sede parque.
Em 1960 Luiz Teixeira trabalhou como guarda florestal no Parque Nacional em Itatiaia. Mas demitiu-se depois de um ano. (Seu pai estava trabalhando como zelador em Visconde de Mauá).
Em 1978 terminam os trabalhos de Zeladoria em Visconde de Mauá.
[Wanderbilt Duarte de Barros (1916-1997) foi o chefe do Parque Nacional do Itatiaia no período de setembro de 1943 à fevereiro de 1957]
“A Área que a zeladoria atendia
era desde a Maromba, o Mata Cavalo e toda a região passando pelo Vale das
Cruzes; Vale do Pavão e Vale da Grama. No entorno da Vila de Visconde de Mauá atendia
até a entrada do Lote 10, ali onde tem o restaurante do Caré, tinha uma divisa
de demarcação que saia lá no alto. Não ia mais adiante e atendia
somente o Estado do Rio de Janeiro.”
O TRABALHO DE ZELADOR
“A função do zelador era fiscalizar pra que não invadissem mais terrenos.
O zelador cuidava da região inteira. Desde a Maromba, ali, de Mata Cavalo, ali tudo.
Ele controlava os lotes que não tinham sido ocupados. Tinha muito lote que estava vendido e estava lá vazio. Os colonos chegaram aqui e enquanto tinham ajuda do governo foi bem, mas quando acabou a ajuda de custo eles não conseguiam tirar sustento e debandaram.
Na vila de Visconde de Mauá estava aos seus cuidados os terrenos e também a Sede do Núcleo com as edificações pertencentes ao núcleo colonial.
Meu pai veio sem conhecer nada, pra Mauá ele veio, ele não conhecia a região.
Depois ele tinha um mapa, com as confrontações de terrenos. Onde era do parque, onde era do particular. O mapa era enorme. Ficava lá em casa. A gente abria de vez em quando. Meu pai que exigiu o mapa para facilitar. A cada vez que para discutir com alguém que tava roçando ao lado, por exemplo que era terreno do parque e não podia roçar. Mas ele não tinha quem provasse, então fizeram todo um mapeamento e colocaram nesse mapeamento todos os fazendeiros da região. Levou pra cada fazendeiro que tivesse documento do terreno, que assinasse. Foi feito todo esse trabalho.”(4)
O zelador cuidava da região inteira. Desde a Maromba, ali, de Mata Cavalo, ali tudo.
Ele controlava os lotes que não tinham sido ocupados. Tinha muito lote que estava vendido e estava lá vazio. Os colonos chegaram aqui e enquanto tinham ajuda do governo foi bem, mas quando acabou a ajuda de custo eles não conseguiam tirar sustento e debandaram.
Na vila de Visconde de Mauá estava aos seus cuidados os terrenos e também a Sede do Núcleo com as edificações pertencentes ao núcleo colonial.
Meu pai veio sem conhecer nada, pra Mauá ele veio, ele não conhecia a região.
Depois ele tinha um mapa, com as confrontações de terrenos. Onde era do parque, onde era do particular. O mapa era enorme. Ficava lá em casa. A gente abria de vez em quando. Meu pai que exigiu o mapa para facilitar. A cada vez que para discutir com alguém que tava roçando ao lado, por exemplo que era terreno do parque e não podia roçar. Mas ele não tinha quem provasse, então fizeram todo um mapeamento e colocaram nesse mapeamento todos os fazendeiros da região. Levou pra cada fazendeiro que tivesse documento do terreno, que assinasse. Foi feito todo esse trabalho.”(4)
Ele ajudou no reflorestamento. Um
olhar do Wanderbilt. Ele que começou, o Wanderbilt. Pediu que as
pessoas que tivessem morando e que tivessem área de terreno que pudesse roçar,
limpar fazer a hortinha deles, plantar milho, plantar feijão e coisa, e plantar
junto a semente da araucária. Então foi o que expandiu mais a araucária ali nos
arredores da vila de Visconde de Mauá.
A VIAGEM DO ZELADOR AO PNI – mensalmente
Joaquim Teixeira andava em seu cavalo por toda
região. O cavalo era a condução certa.
“Todos os meses [Joaquim Teixeira] viajava à sede do Parque Nacional em Itatiaia, entregava o relatório, para prestar contas com a relação do que fez e do que aconteceu. Receber seu pagamento.
Seguia pelas trilhas, ia cortando as estradas. Passava pela Capelinha. Para seguir a cavalo pro Itatiaia, da Capelinha seguia, onde tem aquela ponte depois da Serrinha, logo a frente entrava pra direita e saía dentro do Penedo por cima, ia sair lá já quase em Itatiaia. Umas seis horas de viagem. A cada 3 horas parava para o descanso do animal. Ia num dia e voltava no outro.”(4)
Luiz Teixeira chegou a acompanhar
o pai em alguma viagem, era muito raro. Isso foi por pouco tempo, logo em
seguida foi quando veio a perua do Robert Bühler, que fazia as viagens para
Resende, aí ele ia de carro 45/46"
“Todos os meses [Joaquim Teixeira] viajava à sede do Parque Nacional em Itatiaia, entregava o relatório, para prestar contas com a relação do que fez e do que aconteceu. Receber seu pagamento.
Seguia pelas trilhas, ia cortando as estradas. Passava pela Capelinha. Para seguir a cavalo pro Itatiaia, da Capelinha seguia, onde tem aquela ponte depois da Serrinha, logo a frente entrava pra direita e saía dentro do Penedo por cima, ia sair lá já quase em Itatiaia. Umas seis horas de viagem. A cada 3 horas parava para o descanso do animal. Ia num dia e voltava no outro.”(4)
A casa ainda antiga abriga o Zelador e sua família. Esta casa foi demolida e naquele lugar foi construída uma nova em 1951 onde a família do zelador foi reinstalada.
©acervo Memórias da Vila
A MORADIA
Na casa que pertence ao PNI localizada próxima à igreja de São Sebastião na entrada da vila de Visconde de Mauá.
Na casa que pertence ao PNI localizada próxima à igreja de São Sebastião na entrada da vila de Visconde de Mauá.
Em nossas pesquisas identificamos
esta casa em uma fotografia datada de 1910 publicada pelo Serviço de
Povoamento. Esta edificação foi reconhecida pelo Sr. Luiz Teixeira como sendo a
residência utilizada pela zeladoria. Ali morava o zelador e sua família.
Nos depoimentos ele nos contou que sua família mudou-se temporariamente para uma outra residência na vila, que também pertencia ao parque, isso foi enquanto a casa antiga que já tinha problemas de conservação foi demolida e no mesmo local foi construída a nova moradia da zeladoria. Em 2025 continua sendo a mesma casa onde mora o atual funcionário do PNI, Paulo Isidoro. Segundo Paulo Isidoro a casa data de 1951. Ele informou que na fachada estava a data mas que foi encoberta por uma pintura daquele imóvel.
Nos depoimentos ele nos contou que sua família mudou-se temporariamente para uma outra residência na vila, que também pertencia ao parque, isso foi enquanto a casa antiga que já tinha problemas de conservação foi demolida e no mesmo local foi construída a nova moradia da zeladoria. Em 2025 continua sendo a mesma casa onde mora o atual funcionário do PNI, Paulo Isidoro. Segundo Paulo Isidoro a casa data de 1951. Ele informou que na fachada estava a data mas que foi encoberta por uma pintura daquele imóvel.
PAULO ISIDORO – Guarda Florestal. Iniciou trabalhos para o PNI/ICMBio (antigo IBAMA) em Visconde de Mauá no ano de 1981. No ano de 2025 em entrevista Paulo Isidoro nos informou que ainda não estava aposentado.
FONTE:
(1) BARCELLOS, M.C.de . Uma História do Parque Nacional do Itatiaia: Espelho de nacionalidade e Reserva da memórias brasileira. Itatiaia, RJ: Instituto a Bello 2022
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LEGISLAÇÃO
1938
o DECRETO-LEI nº337 de 16 de março de 1938 Organiza o Parque Nacional do Itatiaia criado em 1937.
Art. 5° Ficarão sob a jurisdição da Comissão todos os lotes urbanos e rurais de número 60,114 e 116 do ex-Núcleo Colonial de Itatiaia e todos os lotes urbanos e rurais e terras devolutas do ex-Núcleo Colonial Visconde de Mauá, pertencente à União
ENCONTRAMOS NA IMPRENSA

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Citação de FONTE: BERCHT, Domitila/memoriasdavila.blogspot.com







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